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Presidente do IPC e equipa recebem consultor do IPC para o projeto Margullar

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O presidente do Instituto do Património Cultural, Dr. Hamilton Jair Fernandes, e equipa, Diretor dos Monumentos e Sítios, Dr. Jaylson Monteiro e o técnico Carlos Carvalho, receberam o consultor do IPC para a elaboração do “Plano de ação local para criação de um produto turístico arqueológico subaquático, comum da Macaronésia”, do âmbito do projeto Margullar, Emmanuel Charles de Oliveira.

Um instrumento de promoção de um novo produto turístico, mas também de divulgação e proteção dos valores culturais e históricos, submersos, comuns à região da Macaronésia.

O objetivo da reunião centrou-se na explanação do projeto de criação do “Parque Arqueológico subaquático”, no espaço da Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias, Cabo Verde e Senegal), enquadrados dentro daquilo que é o objetivo do Margullar – conservar, proteger, promover e aprimorar os ativos do património arqueológico.

Trata-se de um projeto que visa a integração de Cabo Verde numa rede de parques arqueológicos subaquáticos, que evidenciará o potencial nacional no domínio do património cultural subaquático na vertente navegação ou naufrágio, distribuído numa extensão de aproximadamente 12km na costa Sudoeste da Ilha de Santiago, entre Cidade da Praia e Cidade Velha (Antigo Ancoradouro, Naufrágio da Calheta de São Martinho, e os destroços da Fragata Urânia, ilhéu de Santa Maria, Praia). Todos de interesse históricos e patrimoniais cruciais para o país.

Outrossim, garantirá cuidados técnicos inerentes à investigação e intervenções “in situ” dentro dos parâmetros exigidos pela convenção nacional da UNESCO para a proteção do património cultural subaquático – 2001, ratificado pela convenção para a salvaguarda do património subaquático de 2019.

Entretanto, o projeto ambicioso necessitará de, para além de uma equipa de execução do projeto, coordenada pelos técnicos do IPC, de uma guia prática para sinalização, proteção e fiscalização da zona protegida, parceiros nacionais e internacionais, e principalmente de uma legislação nacional que permita uma intervenção oficial embasada em normativas exclusivas para o setor.

Salienta-se ainda que, a criação do “Parque Arqueológico subaquático”, através da promoção da oferta de mais um produto turístico-cultural no plano internacional, integra-se na economia azul, atualmente para o país, um dos principais motores de desenvolvimento traçado no Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável, PED´S, pelo governo de Cabo Verde no horizonte 2030.

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