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Museu do Campo de Concentração do Tarrafal recebe visita dos Presidentes da República de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe

Museu do Campo de Concentração do Tarrafal recebe visita dos Presidentes da República de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe

O Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, o seu homólogo Santomense Carlos Manuel Vila Nova, as primeiras damas e comitivas realizaram esta manhã uma visita ao Museu de Campo de Concentração do Tarrafal.

Esta visita acontece no âmbito da Visita de Estado do Presidente da República de São Tomé ao país, e que serviu para perceber in loco o contexto de funcionamento do Campo, sob a exida do regime salazarista onde predominou hediondo práticas ideológicas de aprisionamento de toda e qualquer liberdade que se opusesse ao regime.

“São memórias, e acabamos por perceber isto, mas que a forma mais correta de valorizar tudo que aqui se passou é ver que tudo isto custou a eles e que a nós valer a liberdade. Foi uma forma dolorosa de nós hoje termos a liberdade em que vivemos e isto nós temos que valorizar” – Carlos Manuel Vila Nova.

Durante a visita enfatizou a importância de seguir em frente e construir um país moderno, com condições de bem-estar e desenvolvimento para que tudo que se passou no espaço não tenha sido em vão.

Por sua vez, José Maria Neves disse que o Campo de Concentração do Tarrafal é um monumento histórico que representa a “irmandade entre os países africanos que falam a língua portuguesa que tiveram uma luta comum. A visita foi extremamente importante porque é um dever de memória para sabermos o quanto custou a liberdade, o quanto custou ganharmos o nosso país e a possibilidade de ter o nosso destino nas nossas próprias mãos e podermos escrever o nosso futuro”.

Neves afirmou ainda que a melhor forma de homenagear todos os presos que passaram pelo “campo da morte lenta” é trabalhar para termos um país onde todos possa viver com liberdade e dignidade.

Recorde-se que o Campo de Concentração recebeu ao longo do seu funcionamento 340 antifascistas e 230 anticolonialistas angolanos, guineenses, cabo-verdianos , e hoje integra a lista indicativa de Cabo Verde junto da UNESCO sob a égide da Convenção para a proteção do Património Mundial Cultural e Natural, de 1972.

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