Divulgação da lista indicativa de Cabo Verde – UNESCO

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Cabo Verde é Estado Parte da Convenção para Proteção do Património Mundial Cultural e Natural de Paris, 1972. Procedeu a sua retificação no ano de 1987, comprometendo junto da UNESCO, proteger e valorizar o património cultural e natural nacional, permitindo a sua transmissão as futuras gerações.

Sendo assim, o artigo nº 11 da convenção determina que cada Estado Parte deva submeter, na medida do possível, ao Comité do Património Mundial (organismo responsável para avaliação de bens para entrada na Lista do Património Mundial), um inventário dos bens do património cultural e natural, situados no seu território.

Atualmente com oito (😎 bens inscritos na lista indicativa da UNESCO, o Instituto do Património Cultural, instituição responsável pela proteção, salvaguarda e promoção do património cultural nacional, tem delineado projetos com foco na divulgação da referida lista. Nesta perspetiva, foi realizado, durante dois dias no passado mês de julho, o “Seminário da Divulgação da Lista Indicativa de Cabo Verde na UNESCO” com o objetivo de promover a disseminação da Lista Indicativa de Cabo Verde, enfatizando os valores culturais e naturais dos bens, conscientizar os gestores que atuam diretamente na gestão dos bens, para a necessidade de uma gestão sustentável, envolvendo as comunidades locais.

Ainda, o workshop teve como foco o impulsionamento de uma maior incrementação do conhecimento dos Bens inventariados na Lista Indicativa de Cabo Verde; A aprendizagem da Convenção do Património Mundial e do Guia Operacional, enquanto orientações técnicas para sua aplicação; Uma maior articulação entre os agentes gestores dos Bens dos Lista Indicativa de Cabo Verde; E a preservação os valores que norteiam os bens da Lista Indicativa Cabo Verde.

Neste momento o IPC tem estado a trabalhar na concretização da segunda etapa deste projeto. A elaboração do Atlas da Lista Indicativa.

Um instrumento de conhecimento didático-pedagógico, que reúne um conjunto de informações sobre os Bens que constam da Lista Indicativa de Cabo Verde, nomeadamente a descrição histórico-geográfica, a descrição dos valores culturais e naturais, realçando as suas potencialidades enquanto componentes essenciais do legado patrimonial nacional.

Para tal foi constituído uma equipa técnica com a eleição de um consultor, que estão a realizar de trabalhos de terreno junto da população com o fito de recolher informações e fotografias atualizadas dos bens. Um processo que já foi efetivado na ilha de Santo Antão com o Parque Natural de Cova, Paul e Ribeira de Torre e no Parque Natural da Ilha do Fogo, em Chã das Caldeiras e que para além de ser financiado pelo centro do património mundial da UNESCO, conta com as Câmaras Municipais e delegações ambientais dos concelhos onde se localizam os bens inscritos, a Biosfera 1 e a Gestão do Parque Natural da Ilha do Fogo como parceiros.

Há que realçar que estes projetos vão além da identificação e proteção do património cultural, da pesquisa científica e de todo o trabalho técnico. São programas que garantem o conhecimento e reconhecimento do valor dos bens patrimoniais e dos riscos que os assolam, por isso torna-se necessário o envolvimento dos diferentes atores para assegurar uma gestão eficaz dos bens.

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