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86 anos da chegada dos primeiros presos ao Campo de Concentração do Tarrafal

86 anos da chegada dos primeiros presos ao Campo de Concentração do Tarrafal

Completam-se hoje, 29 de outubro, 86 anos da chegada dos primeiros presos políticos ao Campo de Concentração do Tarrafal, vindos de Portugal no navio “Luanda”.

A escolha do Tarrafal para albergar o Campo foi devido ao seu isolamento, que dificultava qualquer tentativa de evasão e de contágio da população circundante, a facilidade da vigilância e a fiscalização.

Erguida por força do decreto nº 26.539, de 23 de abril de 1936, a Colónia Penal do Tarrafal recebeu os seus primeiros presos, a 29 de outubro do mesmo ano, tendo funcionado até 1954.

Em 1962, o estabelecimento reabriu de novo, com o nome de Campo de Trabalho de Chão Bom e, desta vez, destinado a encarcerar anticolonialistas de Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde.

340 antifascistas e 230 anticolonialistas chegaram a estar presos no Campo.

Durante os mais de trinta anos de funcionamento, deixou marcas físicas e psicológicas irreversíveis naqueles que ousaram opor-se à ordem político-social vigente do Estado Novo.

A 1 de maio de 1974, na sequência da Revolução dos Cravos, de 25 de abril do mesmo ano em Portugal, o Campo abriu as suas portas, desta vez, para restituir a liberdade aos presos ainda encarcerados, e fechou-as para guardar para sempre um símbolo de resistência contra os ditames do regime salazarista, e um sítio de memória doloroso, testemunho do custo da liberdade.

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