O Governo de Cabo Verde, através do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC), procedeu à assinatura de um contrato com 12 grupos formalmente constituídos da Tabanca, no montante global de 2.400 contos, financiamento disponibilizado pelo Fundo do Turismo e pelo MCIC.
Este apoio traduz-se num reforço concreto às estruturas comunitárias que mantêm viva esta importante manifestação cultural.
Classificada em 2019, através da Resolução n.º 17/2019, como Património Cultural Nacional, a Tabanca é reconhecida pelo seu inestimável valor identitário, histórico e sociocultural. A assinatura agora formalizada representa mais um passo firme na política de salvaguarda, promoção e valorização desta expressão maior da cultura cabo-verdiana.



“Esta assinatura é extremamente importante e quero agradecer, de forma reconhecida, todo o trabalho que têm desenvolvido para a valorização desta importante manifestação cultural em Cabo Verde”, afirmou o Governante, Augusto Veiga, sublinhando o papel determinante dos grupos na preservação desta tradição.
Ao longo dos últimos anos, o Governo tem implementado um programa estruturado de valorização da Tabanca, com ações orientadas para o fortalecimento institucional dos grupos, a promoção da sua dimensão educativa e comunitária e a preservação da sua autenticidade.
O Executivo pretende agora elevar esta valorização a um novo patamar, com a preparação do dossier para a inscrição na Lista do Património Mundial da UNESCO, perspetivando o património como vetor estratégico de desenvolvimento local, dinamização do turismo cultural e promoção da coesão social.



No quadro desta estratégia, foram igualmente anunciados investimentos estruturantes, nomeadamente a construção da Casa da Tabanca de Achada Grande, com valências museológicas, espaço de formação e de reunião, bem como a reabilitação do Museu da Tabanca de Chã de Tanque.
Projetos avaliados em cerca de 18 mil contos, já aprovados no Orçamento do Estado para 2026.
“Com estas medidas, reafirmamos o compromisso inequívoco com a valorização do património cultural nacional, assumindo a cultura como pilar estratégico do desenvolvimento sustentável, da afirmação identitária e da projeção internacional de Cabo Verde”.





