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Cabo Verde entregou, há 27 de março de 2018, na sede da UNESCO, em Paris, França, a candidatura da Morna a Património a Mundial. E aguarda neste momento pelo veredito final, que será conhecido agora em dezembro, na 14ª reunião do Comité do Património Imaterial, que acontece em Bogotá, Colômbia, de 9 a 14 de dezembro.

Há pouco menos de dois meses do veredito, e no dia Nacional da Cultura, o Presidente do Instituto do Património Cultural, Hamilton Jair Fernandes, foi convidado pela RTC para participar do programa radiofónico Opinião Pública da RCV, com Orlando Rodrigues, e do Jornal da Tarde com Carlota Barbosa, com fito de explanar sobre o ponto de situação da candidatura e quais as expetativas do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas / Instituto do Património Cultural com a mesma.

Isto, após a última avaliação do Dossier Morna que aconteceu passado mê de setembro. O referido dossier passou por três avaliações previstas no decurso dos processos de candidatura de bens à lista representativa. Fernandes explicou, que satisfatoriamente, o país não recebeu nenhuma notificação após a data limite, 30 de setembro, sobre qualquer revisão ao documento. O que para o Presidente do IPC “aumenta não tão somente as expetativas, mas a responsabilidade do país, do MCIC e IPC, da comunidade Morna, para com a implementação do plano de salvaguarda deste género musical, já património nacional.

A candidatura da Morna, segundo explicou Hamilton Jair Fernandes, conta com apoio das Comunidades CPLP e CEDEAO, mas tem sido feito os devidos démarches diplomáticos junto aos países decisores. Ressaltou ainda, o apoio da Cooperação Portuguesa, facultando à Cabo Verde um consultor para assessorar a equipa técnica nacional na montagem de todo Dossier. A saber, Paulo Lima que conta, no seu curriculum, com bens sítios inscritos na lista representativa da UNESCO.

Questionado quanto ao peso que a institucionalização do Dia Nacional da Morna, 3 de dezembro, terá tido no processo, Fernandes frisou ter sido uma peça fundamental, muito mais sendo um compromisso claro e forte do Estado de Cabo Verde para com a Morna.

Quanto ao custo desta candidatura, orçada em 10 mil contos, Fernandes afirmou ser um investimento significativo que terá de certeza um bom retorno, caso a classificação se efetive, “como anseiam todos os cabo-verdianos”.

Este montante foi aplicado no inventário a nível nacional, identificando os pontos aonde se reside a comunidade morna, em workshops com a comunidade, consultoria e produção infográfica necessária ao processo.

Aguarda-se agora, portanto, em dezembro a consagração da Rainha da Musica Cabo-verdiana, a Morna, a património imaterial da humanidade.

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