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A História do arquipélago cabo-verdiano foi, durante muito tempo, um objeto de estudo periférico nas investigações e reflexões da historiografia ultramarina portuguesa. A notoriedade de outros sítios do império ofuscou regiões cuja evolução foi mais discreta, embora de igual importância, para a História geral da expansão lusa.

Porém, em meados do século XIX (1841) começara a surgir obras mais precisas sobre estas ilhas. Em 1987, iniciaria um novo capítulo na História sobre a investigação do passado das ilhas de Cabo Verde com a execução do projeto História Geral de Cabo Verde.

Desde então vários têm sido os estudos em áreas diversas, com novos recursos, que tem despontado um novo olhar e, por conseguinte, uma nova problemática para o campo histórico-cientifico.

É sobre o propósito acima mencionado, que no âmbito das comemorações do X aniversário da Cidade Velha a Património Mundial, que o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através do IPC - Instituto do Património Cultural promoveu hoje, 27 de junho, no Arquivo Nacional de Cabo Verde, uma mesa redonda intitulada “A problemática da investigação histórica em Cabo Verde”.

Um encontro que uniu investigadores nacionais e internacionais a volta da problemática da investigação histórica em e de Cabo Verde. A historiografia cabo-verdiana – uma perspetiva crítica; a problemática da investigação histórica em Cabo Verde: dúvidas e incertezas; os desafios da investigação histórica e das pesquisas arqueológicas em Cabo Verde – o papel das universidades; fazer história de Cabo Verde em Portugal: potencialidades e constrangimentos, foram os temas debatidos.

O Presidente do Instituto do Património Cultural, Hamilton Jair Fernandes, no decorrer da abertura do encontro, reconheceu os constrangimentos que a investigação histórica-cientifica tem enfrentado, "sem deixar de enaltecer os ganhos alcançados graças a tenacidade de cientistas que durante décadas vem lutando contra a ausência, a insuficiência de fontes primárias no país", fator que tem condicionado o trabalho dos mesmos.

O encontro de reflexão teve como oradores os investigadores: Edson BritoVictor Semedo Historiador do Instituto do Património Cultural, o Professor Catedrático da Universidade NOVA de Lisboa, João Paulo Oliveira e Costa, Lourenço Gomes - membro da Cátedra de História e Património da Universidade de Cabo Verde e Historiador José Évora do Arquivo Nacional.

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