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O Instituto do Património Cultural, através do Gabinete de Educação Patrimonial e a Fundação Amílcar Cabral, em parceria com a Fundação Lélio e Lisli Basso da Itália apresentou nesta quarta-feira, 12 de junho, o draft (0) do Plano Estratégico de Educação Patrimonial, numa cerimónia que contou com a participação da Embaixadora da Delegação da União Europeia em Cabo Verde, o Presidente do IPC, da representante da FAC e da Diretora Nacional da Educação.

O PEEP é um instrumento de gestão integral da diversidade intrínseca do património cultural comum e singular das comunidades que constituem e integram as ilhas de Cabo Verde, agregando e articulando critérios de coordenação de ações educativas - quer se trate da educação formal, não formal, ou informal - na comunicação e nos vários contextos onde o património cultural se preserva, transmite e valoriza.

O referido plano surgiu na sequência da primeira conferência de educação patrimonial realizado pelo IPC, em parceria com a CNU, em dezembro de 2017. Em fevereiro de 2019, o IPC e a Fundação Amílcar Cabral assinaram protocolo de cooperação para elaboração do Plano Estratégico de Educação Patrimonial, no quadro do projeto “Cabo Verde: História, Cultura e Ambiente para um Turismo Sustentável”, da FAC, financiado pela UE em Cabo Verde, num valor de 1.146.423,00 (um milhão, cento e quarenta seis mil, quatrocentos e vinte e três escudos).

Apresentado, pela consultora portuguesa, Luisa Janeirinho, o PEEP visa a consolidação do binómio inseparável comunidades/património cultural, assumindo o poder educativo deste, enquanto instrumento que promove a compreensão, a coesão e a criatividade, numa perspetiva de salvaguarda e dinamização de identidade cultural a que os sujeitos e as comunidades têm direito.

Facto reforçado pelo Presidente do Instituto do Património Cultural, Hamilton Jair Fernandes, no decorrer de sua intervenção, na cerimónia de abertura. Segundo o mesmo, “o património cultural é uma realidade viva, que só adquire verdadeiro significado na sua relação com as pessoas e com a comunidade, através de um programa educativo dirigido ao público, de modo a envolvê-lo e leva-lo a abraçar o património, despertando a sua atenção para o facto de se tratar de um importante elo entre gerações”.

Fernandes reforçou ainda que o plano de atividades do instituto, para o presente ano, “consubstancia a preocupação da instituição no crescente envolvimento das comunidades, traduzidos em ações de sensibilização, programas de ócio de aprendizagem, como é o caso das colónias de férias com as crianças em quase todas as estruturas, nomeadamente Museus e Monumentos, ou o projeto Formar para Conhecer em parceria com a Sosturmac - Turismo Sostenible Canarias y Cabo Verde, as formações levadas a cabo no âmbito de projetos ligados ao património imaterial e de inventário do património imóvel, as parcerias em curso com a FECAD no quadro do projeto turismo acessível, bem como com a Associação da Adevic, Morna Acessível e Inclusivo, no quadro da candidatura da Morna a Património Imaterial da Humanidade".

Garantiu por fim, o compromisso do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através do Instituto do Património Cultural, da materialização dos eixos estratégicos que compõe o plano, ora dado a estampa, acatando assim as recomendações saidas da conferência da Cidade Velha.

O Atelier de Socialização do Plano Estratégico de Educação Patrimonial, que decorre na Biblioteca Nacional de Cabo Verde, até amanhã 13 de junho, conta com a participação de técnicos de todos os municípios do país, delegações escolares e demais instituições com responsabilidade na matéria.

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