O Corpo diretivo do Instituto do Património Cultural, liderado por Hamilton Jair Fernandes, reuniu-se recentemente para avaliação e validação do plano de atividades para o presente ano.

Um ano, que o Presidente do Instituto considera, “de virada” no que ao património cultural diz respeito. Principalmente pela revisão do regime jurídico da área, que não fora revisto desde a sua criação. Uma revisão, que segundo Hamilton Jair Fernandes, era urgente e necessária, atendendo aos desafios que o património cultural impõe nos dias de hoje.

Para a área dos monumentos e sítios, o IPC terá, em 2019, no centro de atividades, a reabilitação dos edifícios históricos e religiosos, inseridos no plano nacional de reabilitação traçado pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, que será financiado pelo Programa de Reabilitação, Requalificação e Acessibilidades, PRRA.

Ainda a nível dos monumentos e sítios, integra as atividades de 2019, o projeto CONCHA da Cátedra da UNESCO, o património cultural dos oceanos, que prevê a elaboração da carta arqueológica da Cidade Velha-Património Mundial. Prevê-se, por fim, a criação de uma equipa transnacional para elaboração do dossier de candidatura do Ex-Campo e Concentração a Património Mundial.

Em curso estão a elaboração do plano de gestão da Cidade Velha-Património Mundial, horizonte 2022, as obras de reabilitação da Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Este último orçado no valor de 50 mil contos, financiado através do Fundo do Turismo.

Para a área do imaterial, 2019, é voltado para agenda morna que tem implementação prevista para o mês de março. Prepara-se a lista nacional de nomes, com a comissão nacional de onomástica, para submissão ao Conselho de Ministros.

A nível das festividades de São João e Tabanca. O IPC tem em curso o inventário nacional da tabanca, e a assinatura dos contratos de financiamento dos grupos, pelo segundo ano consecutivo. Para “Sanjon” prevê-se a implementação do plano de salvaguarda da manifestação, pós classificação a património nacional, em novembro de 2017.

Com vista a valorizar o saber tradicional das oleiras de Fonte Lima, uma equipa da Direção do Património Imaterial, tem em curso o projeto “Olaria de Fonte Lima” que prevê, além de investigação, criação de um centro interpretativo, elaboração de um filme etnográfico e um catalogo sobre esse saber tradicional.

Para as línguas, está em curso a elaboração de uma proposta de implementação, em conjunto com o ILLP. E para breve, o lançamento do Guia de Língua Cabo-verdiana e Língua Gestual.

No que concerne aos Museus, o Instituto tem em agenda o projeto museus de Cabo Verde, que prevê intervenção museológica e museográfica em algumas estruturas, por forma a valorizar o conteúdo expositivo e preparar para a nova largada museológica que se pretende, no país.

Prepara-se, também, o plano museológico a ser implementado a nível nacional, a par da elaboração do diploma legal que rege os museus.

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