Seminario HGCV

Fernandes fez estas declarações no quadro do Seminário sobre História de Cabo Verde, realizado pelo Instituto do Património Cultural, em parceria com a Universidade de Cabo Verde e a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Um encontro que aconteceu no âmbito da visita, à Cabo Verde, de uma delegação da citada Universidade portuguesa, herdeira institucional do extinto Instituto Investigação Cientifica Tropical com o propósito de apoiar o IPC e as entidades nacionais na materialização do IV volume da Historia Geral de Cabo Verde.

A abertura dos trabalhos foi marcado pelo testemunho dos pioneiros do projecto, nomeadamente Ilidio Baleno, Antonio Leão Correia e Silva e Maria Manuel Torrão, recuando aos primórdios do primeiro volume, compartilhando os desafios enfrentados para o arranque do mesmo. Segundo o Historiador do IPC, Ilidio Baleno, o inicio da escrita da história do país, foi complicado, pois o país vivia um momento de resistência, tendo em consideração o pouco tendo decorrido pós independência.

O projeto, entretanto, foi suspenso em 2003. Volvidos 15 anos, prepara-se a retoma em novos moldes, pois, em comum acordo, os mentores e participantes do seminário, acreditam na necessidade de continuidade.

Essa continuidade será fundamental para o aprofundar das problemáticas em torno da História de Cabo Verde, mas também para a necessária produção historiográfica, algo importante para o ensino da história, do básico ao universitário.

Para o efeito urge a empreender um esforço acrescido a volta processo. E para que essa continuidade se torne realidade, apontou-se a necessidade de resgate dos documentos de e sobre Cabo Verde, espalhados pelo mundo, mas tendo um especial atenção aos arquivos nacionais, no dizer da Sandra Martins, Diretora do Património Imaterial do IPC.

Ficou patente durante o encontro, que a nova abordagem metodológica ao projecto terá que levar em devida conta as novas fontes, mas sobretudo o carácter transdisciplinar que o mesmo exige.

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