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A Comissão Nacional de Onomástica, recém-empossada, realizou o primeiro encontro após tomada de posse, que aconteceu no passado dia 25 de setembro, numa cerimônia presidida pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas e Ministério da Justiça e do Trabalho.

Este primeiro encontro teve como foco o delinear das ações da referida comissão, primeiro na criação do regulamento interno e consequente metodologias de trabalho.

Isto, antecedendo a análise e criação de um regulamento para admissibilidade de vocábulos para nomes próprios, instrumento que norteará os serviços dos registos e pais na atribuição dos nomes, evitando situações recorrentemente depreciativas e contrárias aos direitos do homem.

Analisar a onomástica nacional cabo-verdiana significa debruçar sobre a antroponímia. Isto é, um estudo aprofundado sobre os nomes próprios individuais, os nomes parentais ou sobrenomes e as alcunhas ou apelidos.

Transmitido de geração a geração, o nome ou o apelido de família carrega em si todas as marcas da descendência gentílica, não sendo por isso de livre escolha dos cidadãos. A imposição obrigatória do que se convencionou chamar, atualmente, de sobrenome, é o seu traço distintivo, em oposição ao prenome, fruto de um ato volitivo dos pais.

A criação da Comissão Nacional de Onomástica responde deste modo, a uma necessidade cada vez mais urgente de se definir os critérios que devem nortear a atribuição de nomes próprios, prática comum em várias partes do mundo.

A equipa técnica da comissão, presidida pela Adelaide Monteiro, é composta por historiadores, linguistas, antropólogos, conservadores de registo civil, teólogos e professores.

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