Vitrine uma questão de escala

No âmbito das atividades educativas do projeto CONCHA decorreu ontem, 30 de agosto, mais uma atividade com as crianças da colónia de Férias do Museu de Arqueologia, “Os Guardiões do Património”. Esta atividade foi preparada na sequência da montagem de uma vitrine temporária com denominada de “Uma questão de escala”, que ficará patente ao público no Museu de Arqueologia.

Esta vitrine dedicada ao património natural e a uma coleção osteológica pretende divulgar o património natural e outro tipo de vestígios osteológicos, oriundos do Ancoradouro da Cidade Velha, revelando informações tanto sobre as vivências humanas, passadas, como a alimentação a bordo.

Segundo explica a investigadora, Ana Catarina Garcia, encontra-se nos oceanos, uma enorme diversidade de espécies animais, com os mais variados aspetos e tamanhos, que podem ser constatadas pelas vértebras expostas na vitrine “Uma questão de escala”.

"Além dos mamíferos marinhos, também se encontra na coleção, vestígios de animais domésticos, provavelmente oriundos de um contexto de naufrágio ocorrido na zona do ancoradouro da Cidade Velha. Entre eles identificaram-se vestígios de galinha, porco ou cabra, animais que normalmente eram transportados vivos a bordo das embarcações que atravessavam o Atlântico ao longo da Época Moderna", explicou.

As crianças puderam assim aprender um pouco sobre como estes vestígios apareceram, experimentar, identificar os animais pela manipulação dos ossos e fazer pequenos exercícios de identificação das espécies.

De referir que as atividades da segunda fase do projeto CONCHA, em Cabo Verde, se encerram nesta semana.

CONCHA, projeto da Cátedra da UNESCO, o património cultural dos oceanos, é União Europeia, financiado através do programa H2020-MSCA-RISE 2017–77998.

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