ancoradouro cidade velha

Termina esta semana, a segunda missão do projeto de arqueologia subaquática – CONCHA, promovida em parceria entre o CHAM (Portugal), o IPC (Cabo Verde) e a Éveha (França), com o apoio logístico da Guarda Costeira e da Polícia Marítima de Cabo Verde. 

Os trabalhos permitiram mapear os naufrágios do Urânia e São Francisco e continuar a caracterização do fundeadouro da Cidade Velha, confirmando o seu extraordinário potencial científico, onde se destacam os restos de um naufrágio em madeira (Cidade Velha), com parte de um painel de popa. 

De referir que Cabo Verde foi o primeiro país, parceiro, a receber o projeto CONCHA em 2018. Um projeto que para o MCIC - Ministério da Cultura e das Indústrias Criativass, que acompanhou os mergulhos no ancoradouro da Cidade Velha - Património Mundial, não só irá enriquecer os museus cabo-verdianos, como também irá contribuir para um amplo campo para investigadores das universidades cabo-verdianas no sentido de aprofundarem a história nacional através dos vestígios deixados no mar. 

O projeto CONCHA, projeto da Cátedra Unesco - O Património Cultural dos Oceanos, explica as diferentes formas pelas quais as cidades portuárias se desenvolveram em torno da borda do Atlântico no final do séc. XV e início do séc. XVI em relação aos diferentes ambientes ecológicos e económicos globais, regionais e locais.

Cabo Verde, através do Instituto do Património Cultural, integra o projeto CONCHA juntamente com a Universidade Pablo de Olavide, Old Dominion University, OMA - Observatório do Mar dos Açores, Trinity College Dublin Global, Associação para as Ciências do Mar, Universidade do Norte; Mar, Ambiente e Pesca Artesanal, Universidade Federal de Sergipe e Eveha International.

CONCHA é um projeto União Europeia, financiado através do programa H2020-MSCA-RISE 2017 – 77998.

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