PR Urania

Hamilton Jair Fernandes falava à imprensa a bordo do navio da guarda costeira, de onde acompanhou o inicio do segundo dia de prospeção arqueológica subaquática na Baia do Ilhéu de Santa Maria. Baia que guarda em suas águas, a fragata “Urania”, de cerca de 40 metros, naufragada no início do século XIX.

De acordo com estudos realizados, Urania tinha como destino o Rio de Janeiro, no Brasil. Embora conste que levava imigrantes, há indícios que integrava a frota real que transportava elementos da corte portuguesa em fuga perante a invasão napoleónica.

A prospeção no Urania acontece no âmbito da segunda fase do projeto de arqueologia subaquática CONCHA, que decorre no país, durante mês de agosto. Segundo explicou Hamilton Jair Fernandes, este projeto prevê o mapeamento dos naufrágios em Cabo Verde.

“Primeiramente visa a conservação in Situ dos barcos naufragados e posteriormente o mapeamento dos mesmos para criação de um circuito turístico a nível nacional, a começar pela Urania, Ancoradouro da Cidade Velha, Património Mundial e São Francisco.”

Em paralelo às prospeções, o projeto é direcionado a formação e sensibilização de todos os parceiros envolvidos, em particular, as escolas de mergulho. “Porque mais do que por a nu e colocar a disposição de quem visita é sensibilizar para necessidade de proteção no seu próprio espaço, que o conserva há vários anos”, afirmou.

CONCHA é um projeto da UNESCO – Cátedra dos OCEANOS e é financiada pela União Europeia através do programa de investigação e inovação, horizonte 2020, e o programa de investigação e formação Euratom 2014-2018.

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