XIX CVPMCidade Velha - Património Mundial acordou em festa, nesta terça-feira. Pelas ruas da cidade, a banda militar levava o despertar matinal de um dia diferente. Acordava a Cidade para a grande celebração. É que há 26 de junho de 2009, a pequena Cidade Velha, berço da Nação Crioula, foi elevada à categoria de Património da Humanidade pela UNESCO.

Um marco histórico para o Sítio, que até o momento, é o único no país com dimensão mundial reconhecida.

Com o anúncio da Banda Municipal, num hino de recordação e celebração, chegava a cidade velha centenas de crianças, de todo Concelho de Ribeira Grande de Santiago. Os pequenos chegavam, muitos para uma primeira visita, à Cidade que ganhou mais majestade, no ano em que nasceram.

Pautando pelo simbolismo do nono aniversário, o IPC - Instituto do Património Cultural em parceria com a Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, convidou algumas turmas do 4º ano de escolaridade para uma visita guiada à Cidade, conhecer a história que tanto ouvem falar e leram nos livros.

Foi notório o conhecimento dos pequenos de alguns monumentos da Cidade Velha, nomeadamente a Fortaleza e o Pelourinho, através dos livros e das histórias contadas pelos professores. Mas também se notou o encanto de cada um que chegava a Fortaleza, ao ver de baixo de seus pés a tão falada Cidade.

A visita começou pela Fortaleza, passou pelo “porton de nós ilha”, tão clamado e cantado por vários nomes da música cabo-verdiana, para entrda na Cidade Velha, Seguiu-se para a Catedral, Pelourinho, Rua Banana, até a Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

As crianças foram conhecer a Cidade Património Mundial, mas não foram de mão atadas, munidas de poesia, música, dança e teatro, demonstraram aos presentes na “antiga praça comercial” que sabiam para o que iam. Enalteceram o Sítio Histórico, alertaram para os perigos da não preservação e deixaram a mensagem de que é preciso conhecermos o nosso passado sob pena de sermos um povo sem norte.

Houve também momento para demonstração do antigo uso do pelourinho. Levaram escravos, um “pelourinho humano” e o grande capataz. Num momento para relembrar o passado que ficou lá trás, mas que faz parte da construção da identidade nacional. Em jeito de revolta e festa as batucadeiras mirins cantaram e dançaram, o que foi a Cidade, relembrando que é o nosso berço e cabe a nós preservá-la. 


Um apelo reforçado pela Coordenadora do Gabinete de Gestão da Cidade Velha, Património Mundial, Ana Samira Silva, e pelo Presidente Substituto da Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago, Silvano Barros.

“Cidade Velha é hoje do mundo, mas pertence primeiramente à comunidade e as crianças de Ribeira Grande de Santiago. Portanto, vocês têm a nobre missão de garantir que este património chegue às futuras gerações”, afirmou Silva, relembrando-os que são especiais. Pois nem todos têm o privilégio de nascer na cidade de onde nasceu a história de Cabo Verde” afirmou Silva.

Silvano Barros explicou às crianças, a importância de celebração deste dia, pois segundo afirmou “é difícil para qualquer cidade do mundo, ser considerada património mundial”.

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