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Esta é a avaliação da primeira missão do projeto de arqueologia subaquática CONCHA, da Cátedra UNESCO- o património cultural dos oceanos, em Cabo Verde, que decorreu de 20 de abril a 2 de maio de 2018. Avaliação feita pelos arqueólogos responsáveis pelo projeto, Patrícia Carvalho e José Bettencourt, após o término da primeira missão.

De referir que a primeira missão do CONCHA 2018 teve como foco avaliar o potencial dos naufrágios, realizar um mapeamento prévio dos mesmos e ainda analisar as condições de trabalho existentes em Cabo Verde.

Durante este período a equipa realizou, em conjunto com o Instituto do Património Cultural, a Guarda Costeira de Cabo Verde e o Comando da Policia Marítima, um conjunto de atividades ligadas ao “mundo subaquático”, que vão desde a sensibilização junto à comunidade estudantil às prospeções arqueológicas subaquáticas, com mergulhos na Cidade Velha, Urania e São Francisco.

Ao longo das prospeções foram encontrados vários canhões, ancoras e uma multiplicidade de artefactos, que confirmam a grande importância de Cabo Verde, e principalmente da Cidade Velha, no contexto das navegações.

Carvalho e Bettencourt destacaram ainda a extrema coordenação e trabalho das instituições envolvidas. Considerando este facto, um exemplo a nível internacional.

Um reconhecimento que levou o Presidente do IPC, Hamilton Jair Fernandes, a reforçar a importância de um trabalho articulado, da coresponsabilização em prol da proteção e preservação deste património sensível, que é o património arqueológico subaquático. Mais não sendo, por Cabo Verde possuir um território marítimo superior ao terrestre.

A próxima missão do CONCHA em Cabo Verde deverá acontecer em julho de 2018, com a realização de um mapeamento visual detalhado dos naufrágios. Um trabalho que sirva de base para estudos científicos, traga confirmações e histórias das navegações e naufrágios que abundam as águas deste Arquipélago.

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