CONCHA no MA
 
Os alunos da escola SOS, que integra a rede de escolas associadas da UNESCO, vivenciaram um dia de arqueólogo no Museu de arqueologia. Uma atividade que aconteceu no âmbito do projeto de arqueologia subaquática CONCHA.
 
A “viagem ao mundo arqueológico” teve inicio na Escola SOS. Ansios@s, os alun@s aguardavam a chegada da equipa do gabinete de educação patrimonial Yolanda Gomes​ e Arlete Carvalho para os conduzir rumo às descobertas no Museu de Arqueologia​. Chegad@s ao museu, os aguardava para as boas vindas e uma dinâmica de grupo, a arqueóloga e Coordenadora Técnica do Museu de Arqueologia Dúnia Moreira Pereira​.
 
Seguiu-se para uma apresentação dos mares de Cabo Verde e a riqueza que comporta. Aliada a riqueza a preservação para o futuro. Isto através da explicação de como se desenvolveu as cidades portuárias, isto é, apresentação do projeto CONCHA.Uma aula repleta de questões por parte dos alunos que se preparavam para serem arqueólogos.
 
Após a teoria, era momento de colocar em prática o que que escutaram, anotaram e questionaram. Mas antes disso, divisão em grupos de trabalho.
 
Aos arqueólogos mirins fez-se uma visita guiada ao Museu de Arqueologia, que conta com uma nova exposição, inaugurada a 19 de março de 2018. “Hi(é)stórias que o nosso mar preservou”, uma exposição dos artefactos encontrados nas águas de Cabo Verde, que relata a vivência dos navegadores, suas rotas e os barcos que passaram por este Arquipélago.
 
Da visita guiada à arqueologia terreste com o arqueólogo-Coordenador da Direção de Monumentos e Sítios, Jaylson Monteiro, e os conservadores Carlos e José Lima. As metodologias e cuidados a ter-se em conta na pesquisa arqueológica e o fascínio histórico que este nos pode trazer.
 
Enquanto alguns exploravam o subsolo, o mundo subaquático era dominado pelos arqueólogos da Universidade Nova de Lisboa, Patrícia Carvalho e José Bettencour, e sua equipa de arqueólogos mirins.
 
Estes últimos aprenderam os cuidados essenciais e como manusear as relíquias que encontrarem durante suas prospeções arqueológicas. Mas também as formas de registo do espólio encontrado, afinal nem tudo encontrado nos oceanos, consegue-se trazer para a superfície.
 
Todas as instruções em dia, seguiram para aventura, em terra ou água, em busca dos tesouros perdidos e das histórias vividas pelos antepassados.
 
O resultado não poderia ser melhor, o sabor e a satisfação da descoberta e o registo para que no futuro conheçam e se recordem do achado deste dia.
 
A semente foi lançada, cumprindo o desígnio do CONCHA e do Instituto do Património Cultural. Isto é, através da educação patrimonial conhecer, formar para preservar.
 
Um dia intenso que marcou o fim da primeira fase do projeto CONCHA em Cabo Verde.
 
A segunda missão deve prosseguir no próximo mês de julho.

 

 

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