conversa

No âmbito da semana nacional do património cultural, o Instituto do Património Cultural promoveu uma conversa aberta na ilha do Fogo com os alunos do ensino secundário de Teixeira de Sousa.

Uma conversa aberta com o Professor Fausto do Rosário e com o Historiador José Landim, técnico do Instituto do Património Cultural. Uma conversa que versou sobre os patrimónios da ilha, desde o natural, material ao imaterial que constituem a identidade e singularidade das gentes da ilha do Fogo.

A conversa aconteceu num auditório lotado de alunos interessados e preocupados com a preservação do património, principalmente o natural que a ilha possui em grande escala; do turismo, que segundo os mesmos é direcionado apenas para o parque de Chã das Caldeiras e principalmente preocupados com o que devem e podem fazer para não “deixar morrer o património cultural do Fogo”.

Questões que levaram José Landim a citar o proverbio chinês que afirma“o património que temos hoje, pegamos emprestado pelos nossos filhos”. E por isso somos nós os guardiões desse legado, até chegar a hora de entregar.

E para preservar o que temos hoje, Landim e Fausto alertaram para a necessidade de primeiro conhecer. Neste quesito, afirmam ter a escola um papel preponderante e decisivo na divulgação do património cultural. “A escola é o lugar privilegiado para execução de programas de educação patrimonial. Isto realizando inventários para identificação e documentação dos bens patrimoniais existentes, visitas de estudo, incentivar a investigação, entre outras atividades” consideraram.

Yolanda Gomes, Coordenadora do Gabinete de Educação Patrimonial do IPC e das atividades da SNPC, mostrou-se satisfeita com a preocupação dos alunos e professores presente na conversa aberta que aconteceu no auditório Padre Pio, e desafiou as escolas a candidatarem-se para integrar a lista das escolas associadas da UNESCO em Cabo Verde.

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