jair carlos açores

“O Património Cultural Subaquático constitui uma via extremamente valiosa para o estudo e conhecimento do quotidiano antigo, das condições de vida a bordo, das técnicas de construção naval, das rotas de comércio e dos corredores de intercâmbio antropológico e cultural” – Hamilton Jair Fernandes

Fernandes fez estas afirmações aquando da III jornada de trabalho Margullar, decorrido na ilha terceira de Açores, Portugal.

Uma jornada que colocou em debate o aproveitamento dos parques arqueológicos subaquáticos como produto turístico. Participaram do encontro os parceiros, Açores, Madeira, Canárias, Senegal e Cabo Verde.

Cabo Verde esteve representado no encontro, através Instituto do Património Cultural”, com a participação do Presidente e do Arqueólogo e ponto focal do projeto Carlos Carvalho.

Durante o ato de abertura, Fernandes afirmou que “o progresso técnico facilitou o desenvolvimento do mergulho autónomo e, consequentemente, o acesso ao fundo do mar e ao património cultural aí depositado, tornando-o vulnerável a atos de pilhagem e destruição”.

Factos que a seu ver, despertaram consciências para a necessidade de proteção e valorização do Património Cultural Subaquático, fazendo emergir no seio das nações o ensejo da sua proteção e salvaguarda, por intermédio de instrumentos jurídicos, técnicos e institucionais de caracter supraestadual.

Note-se que a UNESCO na sua 31” sessão, em novembro de 2001, adopta a Convenção sobre a protecção do Património Cultural Subaquático. Um documento que o património cultural subaquático “como todos os vestigios da existência do homem de carácter cultural, historico ou arqueológico que se encontrem parcial ou totalmente, periodico ou continuamente, submersos há, pelo menos 100 anos”

Cabo Verde pela sua condição arquipelágica e parcos recursos financeiros e humanos, tem enfrentado alguns desafios no que toca a fiscalização e vigilância das atividades subaquáticas.

Para salvaguardar os interesses nacionais foi criada na altura a Comissão de Acompanhamento e Fiscalização da Prospeção Arqueológica Subaquática (CAFPAS), composta por profissionais da área de salvaguarda do Património Cultural e por mergulhadores contratados para o efeito.

Factos que levam o Presidente a sublinhar a extrema importância desta parceria e projeto para Cabo Verde. Isto refletindo sobre a importância a atribuir ao Património Cultural Subaquático no espaço atlântico que compõe a macaronésia, particularmente para Cabo verde.

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