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O Gabinete de Gestão da Cidade Velha, Património Mundial, apresentou nesta terça-feira, 3 de abril, o resultado da primeira fase do projeto Manual Urbanístico Ilustrado para Cidade Velha.
 
A apresentação feita pela Arquiteta Ana Pato, contou com a presença da Secretária Executiva da Comissão Nacional de Cabo Verde para UNESCO (Unescocv), Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, Presidente do IPC e dos técnicos.
 
Um manual que dividido em cinco aspetos importantes e cruciais. A saber: Valor identitário, Medidas preventivas, a Situação atual das construções, Estrutura manual de referências, e as observações sobre os pontos positivos da Cidade Velha, mas também os riscos associados às más práticas.
 
No seguimento, a equipa da Craterre irá finalizar o "Manual Ilustrado de Normas Urbanísticas para a Cidade Velha, Património Mundial “e enviar a Cabo Verde, até finais do primeiro semestre, para a sua apresentação pública, socialização e disponibilização à comunidade e parceiros.
 
Para realização do referido projeto, realizou-se um trabalho executivo do levantamento das construções na Cidade Velha, estudo do PDM de RGS e sua adequação as normas urbanísticas existentes. Além disso, analisou-se as medidas preventivas que tem sido utilizadas nas avaliações dos projetos de intervenção neste Sítio Histórico.
 
O manual ilustrado foi produzido pelo Gabinete Técnico Conjunto da Cidade Velha, composto por técnicos do IPC e da edilidade local e a Comissão Nacional de Cabo Verde para UNESCO, sob a Coordenação da Arquiteta portuguesa, Ana Pato da empresa Craterre.
 
Após apresentação da primeira fase do projeto, o Presidente do IPC afirma que de “uma forma global, as soluções existem. E pude constatar que 49% dos casos são resolvíveis. O que pressupõe trabalhar com a comunidade incentivando as boas práticas.”
 
Boas práticas estas que Fernandes, almeja ver aplicadas aos Centros Históricos classificados Património Nacional.
 
Por seu lado, o Presidente da Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago, garantiu durante o encontro fazer chegar as normas de construção, que integram o Manual Urbanístico Ilustrado, à assembleia municipal para aprovação.
 
Normas que no seu dizer, auxiliarão a comunidade e os arquitetos em futuros projetos e construções e ainda vai sensibilizar as pessoas para uma melhor preservação do sítio, evitando assim as agressões registadas como construções anárquicas sem licença camarária e sem aprovação das autoridades.

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