Delegação angolana no Campo de ConcentraçãoO Estado de Cabo Verde ambiciona elevar o ex-campo de concentração do Tarrafal a património da humanidade, através de uma candidatura transnacional, envolvendo todos os Estados que passaram pelo “campo da morte lenta”. Uma candidatura sem data prevista, garante o Presidente do Instituto do Património Cultural, Hamilton Jair Fernandes.

Na base desta decisão está o trabalho minucioso de investigação, que ultrapassa os limites do território nacional, mas também a experiência adquirida com a candidatura da Cidade Velha. Candidatura bem-sucedida, mas que remete o país a uma profunda avaliação sobre o “que correu bem e menos bem, de modo a não se repetir os erros do passado”, afiança Fernandes.

Contudo, o país já conta com o apoio angolano, no futuro processo de candidatura, garantido pela Secretária de Estado da cultura Angola, Maria Piedade, aquando da visita da delegação ao antigo estabelecimento prisional de Chão Bom. Um sítio histórico que une Angola a Cabo Verde, pelo passado cinzento imposto pelo regime salazarista do Estado Novo.

Além de Cabo Verde e Angola, a futura candidatura deverá envolver países como Guiné-Bissau, Portugal e Espanha.

De visita ao ex-campo de concentração, os governantes angolanos, foram recebidos com música, poesia e dança tradicional, pelas crianças e jovens envolvidos no programa de educação patrimonial e inserção social, implementado pelo MCIC. O espetáculo de dança contou com uma breve participação da Secretária de Estado para Educação e Família de Angola.

A visita da delegação angolana ao ex-campo de concentração do Tarrafal, sucedeu a data de comemoração dos 64 anos do primeiro encerramento do campo, a 26 de janeiro de 1954.

No final da visita, a comitiva ofereceu alguns títulos ao Museu da Resistência para enriquecer a biblioteca do mesmo.

 

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