Plano de gestao cidade velha“A gestão da Cidade Velha, Património Mundial, não se restringe ao sentido lato do termo. Gerir este património influência diretamente a vida da comunidade, onde este bem está inserido, por isso esta gestão deve ser assumida por todos. Por isso juntamos aqui todas as instituições que estejam ligadas na gestão do Sitio para traçar um plano macro para o horizonte 2022” - Ana Samira Silva.

Silva fez estas declarações durante o encontro para atualização do plano de gestão de Cidade Velha, Património Mundial, para horizonte 2022 que teve lugar esta sexta-feira, 10 de novembro, no auditório da camara municipal de Ribeira Grande de Santiago.

Assente em cinco eixos, que passam pela gestão urbanística, participação da comunidade e pelo turismo, este plano preconiza um conjunto de atividades com vista a melhorar o Sitio, potencializar e promover a melhoria das condições de vida da população residente. Isto porque Samira Silva acredita que “O plano de gestão da Cidade Velha, Património Mundial, não deve ser elaborado, materializado e avaliado pela mesma instituição.

Em sua intervenção, Hamilton Jair Fernandes, presidente do IPC, enalteceu o plano de gestão em vigor até 2012, esperando, entretanto, que o novo plano seja mais do uma exigência da UNESCO.

“Se antes de 2005 a UNESCO não exigia o plano de gestão para classificação dos bens a património mundial, passou a faze-lo, na altura em que a Cidade Velha foi inscrita pelo Ministério da Cultura. O plano de gestão anterior, em vigor até 2012, foi muito bem concebido e até ambicioso para a época, projetou excelentes resultados, reconhecido a nível internacional”, afirma Fernandes.

Em relação ao novo plano, a ser implementado em janeiro de 2018, o presidente da instituto coordenadora do projeto, é convicto em afirmar: “queremos que o novo plano não se traduza apenas numa obrigatoriedade da UNESCO, que seja um plano de coresponsabilização e que efetivamente atinja os objetivos preconizados no que tange a valorização e preservação de Cidade Velha, Património Mundial, materializando e maximizando suas potencialidades”, almeja Fernando reforçando a presença constante do IPC e o MCIC no que tange ao aporte técnico à Cidade Velha.

Por sua vez, o edil de Ribeira Grande de Santiago, Manuel de Pina, felicitou o instituto pela iniciativa de atualização do plano, uma vez que, a seu ver, “um sitio não pode funcionar sem um plano de gestão. Esta é apenas uma etapa e é fundamental que consigamos envolver toda comunidade, o que alias foi a recomendação saída da ultima reunião da UNESCO”, da qual cidade-velha saiu como vice-presidente da organização das cidades Património Mundial.

O edil deixou a garantia da Camara Municipal, que preside, “tudo fazer para continuar a promover o valor da Cidade Velha a nível Mundial”, almejando “um plano seja algo consensual para o bem do Sitio e de Cabo Verde”.

Participaram do encontro representantes do ministério das infraestruturas, Arquivo Nacional de Cabo Verde, ICIEG, Ministério da agricultura e Ambiente, UNESCO, UICV, Agencia Marítima Portuária, associações comunitárias, Arquitetos, agentes privados e técnicos do IPC

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