Cidade Velha foi declarada Património da Humanidade, em junho de 2009, pela UNESCO. A inscrição do sítio na lista dos lugares com excecional valor histórico e cultural – Património da Humanidade representa um grande desafio com vista a uma gestão que consiga promover a preservação e valorização do legado histórico e ao mesmo tempo o desenvolvimento local e a projeção de Cabo Verde e da Cidade no contexto turístico.

A recuperação do Património da Cidade Velha é um processo muito antigo e que remonta as décadas de 80, quando se criou um gabinete de apoio às ações a desenvolver neste sítio. De Gabinete da Cidade Velha passou a Curadoria da Cidade Velha em 2012, embora isto nunca tenha sido regulamentado.  Atualmente o gabinete é composto por técnicos do Instituto do Património Cultural, afetos à Direcção dos Monumentos e Sitos e que diariamente se deslocam a Cidade Velha para colaborar na gestão do Sítio Património Mundial.  

Esta estrutura promove um maior envolvimento e interação entre as diferentes partes interessadas (Ministério da Cultura e das Industrias Criativa e os demais organismos do estado, Câmara Municipal, Ong´s, a população local, entre outros), procedendo a materialização das políticas delineadas para o sítio, em devida consonância com as orientações da UNESCO para com os bens classificados.

 A criação de uma estrutura de gestão, vai assim ao encontro das exigências da UNESCO para com Cabo Verde e o seu património, podendo ainda se interpretar como um sinal claro da importância que o Estado de Cabo Verde atribui à Cidade Velha Património Mundial no contexto da governação do país. 

Segundo orientações do programa de Governo para a IX legislatura, as ações nos domínios do património cultural devem pautar-se sobre a necessidade de “promover o turismo cultural através da integração dos dois setores, com o objetivo de mobilizar nacionais e estrangeiros para o conhecimento das tradições e do património material e imaterial do país, promovendo os locais históricos, com destaque para Cidade Velha e o turismo interno a par da promoção cultural no mercado internacional”.