O Museu de Arqueologia, inaugurado a 24 de outubro de 2008,  é de tutela gestão estatal pelo sector da cultura, gerido pelo Ministério da Cultura e Industrias Criativas, através do Instituto do Património Cultural.

Este espaço museológico tem como principal missão a preservação, promoção e divulgação do património arqueológico do país, bem como a sensibilização para proteção do património cultural subaquático, tendo como o público-alvo: a população em geral, e em particular para os investigadores, professores e alunos dos vários níveis de ensino.

A exposição patente no museu de arqueologia, e seu espólio, são testemunhos da importância histórica de Cabo Verde enquanto ponto de passagem obrigatória das embarcações de várias paragens, entre os séc. XV-XIX, fazendo com que este arquipélago esteja intimamente ligado à evolução das rotas comerciais, que se desenvolveram a partir do século XV.

O espaço museológico dispõe de uma sala de exposição permanente, uma sala reserva do acervo, uma sala multiuso, uma sala de conservação e três outras destinadas aos técnicos. O seu acervo é proveniente das escavações arqueológicas subaquáticas levadas a cabo pelas empresas do ramo: a afrimar (1992/95) e a Arqueonautas SA. (1995 a 2001), em parceria com o Governo de Cabo Verde.

A exposição patente é constituída por um riquíssimo acervo e por certo de bastante interesse para os visitantes, podemos realçar espólios como a réplica do Astrolábio Ibérico do Séc. XVII, moedas de prata, moedas suecas (chapas de cobre), garrafa de conhaque e vinho do Porto, canhões de bronze, peças de joalharia e relógios de bolso, manilas de bronze, um tinteiro de vidro; botões de punho; um sininho de prata, entre outras peças, também interessantes de serem vistas.

A sala de exposição tem um percurso acessível, e está subdividida por navios naufragados ou áreas de naufrágios e, nesse percurso expositivo, pode-se encontrar representados naufrágios como:

  • Princess Louisa (1743), Inglês; Dromadaire (1762), Françês.; Leijmuiden (1770), Holandês; Hartwell (1787), Inglês; Lady Burgess (1806), Inglês e Yorktown (1850), USA.

Mas também encontram-se embarcações sem identificação que foram classificadas de acordo com a localização dos naufrágios:

  • Varandinha (aprox.1850); Ancoradouro Cidade Velha (entre 1500 e 1750) e naufrágio de São Francisco (1650);

Dispõe ainda de:

  • Expositores especiais dedicados á Prata e ao Marfim, e uma coleção de Ânforas e de Canhões.