Cozinha

Cozinha

A dieta no Campo de Concentração constituiu uma arma utilizada pelos carcereiros para humilhar os presos, para além de ser fonte de doenças como o beribéri, escorbuto, xeroftalmia, anemia, infeções intestinais, entre outros.

Com efeito, a alimentação era sempre a mesma, de péssima qualidade, diminuta e mal confecionada. De acordo com os depoimentos dos presos a comida era de tal modo intragável, que colocavam «bolas de pão no nariz» para conseguirem ingerir a comida.

A alimentação era confeccionada na cozinha, a única construção em pedra na primeira fase construção do Campo de Concentração. Os fogões eram construídos com tijolos, e não apresentavam as condições míninas de higiene necessárias. A louça ficava no chão ao pó, muitas vezes sem ser lavada.

Muitas vezes as refeições que eram feitas no Campo, principalmente as carnes, estavam deterioradas. Nos depoimentos, os presos asseveravam, que inúmeras  vezes, encontravam casos de triquinose na carne de porco. Por outro lado, os carcereiros davam-lhes corvos a comerem de forma dissimulada.

Sempre que a Direção do Campo mudava, a dieta alimentar também sofria alterações. Foi o que se notou quando o Capitão Felipe Barros assumiu o cargo de Diretor do Campo, onde a carne que era frequente  passou a ser raridade, e foi substituída por uma dieta à base da batata doce e abóbora.

Os reclusos, durante o trabalho nas pedreiras, compravam da população local frutas, laranjas, bananas, ovos, leite, o que ajudava a suprir a insuficiência de alimentação dentro do campo.

Date

02 fevereiro 2018

Tags

Museu da Resistência